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Turismo Religioso ganha novos fóruns e amplia espaço nas discussões sobre destinos

Única bússola do país apontada exclusivamente para o Turismo Religioso, iniciativa liderada por Sidnésio Moura fortalece sua atuação nas cinco regiões e vê o debate sobre o segmento ganhar novos espaços nos destinos brasileiros

Crédito: Rafael Cavalcante

O turismo religioso brasileiro vive um importante movimento de amadurecimento. Além das peregrinações, festas, santuários, caminhos e manifestações de fé que mobilizam milhões de pessoas, cresce também a compreensão de que o segmento precisa de governança, planejamento, formação, mercado e diálogo permanente entre aqueles que fazem parte dessa atividade.

Muito desse debate ganhou espaço nacional a partir do Fórum Nacional de Turismo Religioso, iniciativa criada em 2015 e que, em 2026, chega à sua oitava edição. Sob a liderança do turismólogo e especialista Sidnésio Moura, o encontro construiu uma identidade singular no cenário brasileiro ao reunir, exclusivamente em torno do Turismo Religioso, lideranças religiosas, o poder público, a iniciativa privada, a academia, destinos, santuários e o trade turístico.

Essa característica fez do Fórum a única bússola do Brasil apontada exclusivamente para o turismo religioso. Mais do que uma vitrine de destinos e experiências, tornou-se um ambiente próprio de discussão técnica, científica e de mercado do segmento, criando conexões entre quem acolhe o peregrino, quem administra os destinos, quem pesquisa, quem estrutura políticas e quem transforma experiências em produtos turísticos.

Uma construção que alcançou as cinco regiões

A atuação ganhou nova dimensão com os Fóruns Regionais de Turismo Religioso Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, que integram a estrutura própria concebida a partir do Fórum Nacional e também têm Sidnésio Moura à frente de sua articulação.

A regionalização permite aproximar a discussão das diferentes realidades brasileiras sem perder a unidade nacional. Afinal, cada região possui suas próprias peregrinações, manifestações religiosas, patrimônios, comunidades e desafios. O objetivo não é simplesmente reproduzir um evento, mas criar espaços especializados capazes de aproximar Igreja, turismo, poder público, iniciativa privada, academia e sociedade em cada território.

O exemplo mais recente ocorreu no Espírito Santo, com o Fórum Regional Sudeste de Turismo Religioso (FORSETUR). Realizado entre 11 e 13 de agosto, o encontro reuniu representantes dos quatro estados do Sudeste e contou com a correalização do SEBRAE/ES e do Sistema Fecomércio-ES, por meio do Sesc e do Senac. A participação dessas instituições fortaleceu tanto a estrutura do encontro quanto a acolhida e a logística necessária para receber palestrantes e participantes, permitindo ao Espírito Santo exercer com excelência o papel de destino anfitrião.

O resultado mostrou a força da proposta regional: além de palestras e discussões, o FORSETUR trabalhou a governança, a inovação, o mercado, a espiritualidade, a integração dos destinos e as experiências no próprio território capixaba, fazendo com que o evento também se transformasse em um instrumento de promoção do Turismo Religioso do estado.

O debate começa a ganhar novos territórios

Paralelamente à expansão dos Fóruns Regionais, outro movimento chama a atenção: novos encontros dedicados ao Turismo Religioso vêm surgindo em diferentes municípios brasileiros.

Em julho, Passos, em Minas Gerais, realizou o 1º Fórum de Turismo Religioso de Passos e Região, promovido pelo Sebrae Minas e pela administração municipal. O encontro reuniu especialistas, empreendedores, lideranças religiosas e gestores para discutir temas como governança, políticas públicas, hospitalidade, marketing e estruturação de produtos. Sidnésio Moura foi um dos convidados para conduzir, justamente, a discussão sobre governança aplicada ao turismo religioso no evento.

Em São Paulo, Laranjal Paulista também prepara um encontro dedicado ao segmento. São movimentos locais, construídos a partir das necessidades e características de seus próprios territórios, que demonstram algo maior: a discussão sobre Turismo Religioso, antes concentrada em poucos espaços especializados, começa a conquistar novos ambientes pelo Brasil.

Essa movimentação deve ser celebrada. Quanto mais destinos compreenderem a necessidade de discutir profissionalmente suas potencialidades religiosas, envolver suas lideranças e organizar seus produtos, mais fortalecido estará o Turismo Religioso brasileiro.

Identidade própria e uma influência que ultrapassa o evento

Nesse cenário, é importante compreender a singularidade da construção formada pelo Fórum Nacional de Turismo Religioso e pelos Fóruns Regionais do Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Trata-se de uma estrutura própria, com identidade, trajetória e direcionamento exclusivamente dedicados ao segmento.

Os encontros que começam a surgir nos municípios seguem suas próprias organizações, propostas e realidades territoriais. O fato relevante é perceber que o crescimento dessas iniciativas ocorre justamente em um momento em que o Turismo Religioso conquistou maior espaço de discussão e passou a ser tratado com mais atenção sob as perspectivas da governança, da formação e do desenvolvimento dos destinos.

É uma demonstração positiva de que uma discussão iniciada nacionalmente pode ganhar novos sotaques, formatos e protagonistas quando chega aos territórios.

2027 ampliará a presença dos Fóruns Regionais

A expansão continuará no próximo ano. A agenda de 2027 prevê novas edições dos Fóruns Regionais Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, fortalecendo a presença territorial dessa construção e ampliando a integração entre as regiões.

As datas e os destinos anfitriões serão anunciados durante a 8ª edição do Fórum Nacional de Turismo Religioso, que acontecerá de 24 a 26 de novembro, em Congonhas, Minas Gerais.

Será um momento importante não apenas para apresentar o calendário seguinte, mas também para reunir novamente o Brasil em torno de uma agenda dedicada exclusivamente ao segmento.

Congonhas será o ponto de encontro do Turismo Religioso no Brasil em 2026

Quando o Fórum Nacional chegar a Congonhas, encontrará um cenário bastante diferente daquele em que a iniciativa nasceu. Hoje, o turismo religioso ocupa mais espaço nas discussões; novos destinos começam a olhar para sua governança e encontros locais aparecem em diferentes partes do país.

Isso ajuda a dimensionar a contribuição de uma iniciativa que, desde sua origem, escolheu olhar exclusivamente para esse segmento.

Em novembro, Congonhas será a grande vitrine dessa construção, reunindo lideranças religiosas, destinos, santuários, gestores, academia e mercado, além de convidados internacionais. Será também o espaço onde a próxima etapa dos Fóruns Regionais começará a ser apresentada ao Brasil.

Depois de anos apontando exclusivamente para o Turismo Religioso, o Fórum Nacional mostra que uma bússola pode fazer mais do que indicar uma direção.

Pode abrir caminhos, conectar territórios e inspirar todo um segmento a avançar.

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Cláudia Costa

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